quarta-feira, 19 de julho de 2006

Sem perguntas e presto!

Do amor:

Soltar bolhinhas de sabão. Encontrá-las não sei onde.
Tão solitário... não.
Nunca se está sozinho soltando bolhas de sabão.
Sempre alguém vê, alguém a estoura.
Me olham com medo, com incompreensão (não as crianças), mas é só amor.
As bilhinhas de sabão.

Meus amigos. É humanidade, ciência, fecundação.

Da organização social e econômica:

Os mecanismos precisam funcionar, mas comprar já ficou muito constrangedor.

Do sabor do cupuaçu:

É um sabor tridimensional, incontido no plano pragmático.
Quase um holograma.

Do sabor da canela:

Como o do cupuaçu, mas pra outro lado. Do avesso e granulado.

Da criação:

De repente, o nada ganhou outro nome.

Da destruição:

Não pise na grama, tem cocô de cachorro.
E toda a comida vida morre, quando ninguém come.
O mesmo com os livros, embora não haja tantos escritos por ninguém.

Do desencorajamento:

Na verdade, eu não faria nada.

Do medo da morte:

Você pensa estranho.

Da hereditariedade:

Tenho os mesmos olhos tristes que ele tem.
Quero usar suas ferramentas.
Não quero ser assim... tão... continente, solitário.

Da guerra:

Fundamentalistas e autoritários, como se fossem o máximo.
Como se fossem sós.
Como se preferissem-na a aquela dor mais fundamental.

Do amor (para os namorados):

Fechem os olhos, tirem as roupas as máscaras, encostem os rostos, cantem um som sincero com gosto de pão. O que parecia Nada vai mudar de nome para Tudo, em algum momento.
Entendam de uma vez que não é nada disso, mas não importa, de fato.

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