quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Neste, eu me apresento e me declaro inapto a nomear um meu amor (talvez um apelo)

Sou um homem
que sonha,
tem 1,80 m
e 65 Kg
(E sente-se em consonância
com a intimidade das coisas.)
Mas que adquire outras dimensões - quaisquer -
porque, à medida que o sonho se constrói,
esparrama lucidez.

Um homem que crê
na possibilidade do amor,
e desfia essa crença
com alguma angústia de ver
no emaranhado de fios
que não saberia definir
(e nem poderia)
a quem ama,
a quem ou a quê.

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