segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Dark Side of The Moon e The Wizard of Oz

Este vai para a categoria "Eu já" (assisti o chamado Dark Side of The Rainbow).

Não estou embasbacado, acreditando haver uma profunda ligação entre os filmes, mas gostei bastante da experiência.

Nunca tinha ouvido o disco, nem visto o filme. A união funciona mais como um diálogo de mídias do que como filme-e-trilha-sonora. (Igual o filme de uns posts atrás, que misturava filme com pintura em aquarela, Murmúrios do Rio Fuefuki)

Os momentos de "sincronia" são muito interessantes, permitem que a gente reconstrua as cenas e as faixas a partir de significados não unívocos e significantes distintos, isto é, o meio não é a mensagem, mas permite formas específicas para conteúdos nunca claros e diretos.

Em alguns momentos, em que um não tem nada a ver com o outro, na verdade tem, porque faz um diálogo em níveis menos superficiais, olha só: se às vezes a mesma palavra é dita na música e no filme, em outras, os dois se separam completamente. E vejo alguma coisa acontecendo enquanto escuto sua crítica e seu contraponto (ah, contraponto aqui é um conceito muito feliz). Os dois trocam aí papéis que podem ser aproximados ao de aparência e essência, embora o disco, porque só-música, se coloque mais frequentemente como o interlocutor crítico do filme (mais "essência"), do que o contrário.

Bom, eu vi e recomendo.


Até porque, convenhamos, melhora muito esse filme. Nunca imaginei que o Mágico de Oz fosse daquele jeito Kansas-América-desfile-de-soldados-diploma-condecoração-e-reloginho. Até tentei entender como paródia, mas nem me convenci, viu...

5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. uahahah... q coisa... eu já ouvi o cd, mas nunca vi o filme... preciso vê-lo antes dos meus trinta e poucos anos :p
    e vc vai ver sem a musiqinha ou tem medo de dormir no "Kansas-América-desfile-de-soldados-diploma-condecoração-e-reloginho", aliás, o reloginho seria o do vovô? aquele de ouro no bolso?
    qdo eu li esses adjetivos todos eu pensei na miss estados unidos, vindo do texas e desejando a paz mundial ¬¬ (ta bem, viajei)
    e aquele fime de pearl harbor q eu odiei, aliás esse é um outro filme Kansas-América-desfile-de-soldados-diploma-condecoração-e-reloginho, ja assistiu? :p bjbj

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  3. Ah...mas o filme é fantástico!
    Filme para ser visto sem olhares cricríticos!
    Tem que saber que é um troço filmado em 1939!
    De resto, é curtir, porque assim como o quarteto londrino que marcou época nos anos 70, o diretor do filme devia ser completamente maluco!
    Sou suspeito para falar de ambos. O filme porque marcou minha infância e o disco porque marcou a adolescência...
    Recomendo apenas que se veja o filme e se ouça o disco antes de maiores sinestesias combinadas (parece redundância mas não é!)...
    abraços!

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  4. Não sei. Na verdade, acho que vê-lo com Dark Side of The moon apenas desliga você da lavagem cerebral e faz-nos perceber quão absurdo ele é. Quando eu vi a peça e o filme, fiquei completamente hipnotizado, não tinha pegado a realidade Kansas-America-diploma-desfile-reloginho-e-condecoração... E tenho a impressão que seja apenas uma coencidência, nem é tão sincronizado assim.

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  5. como assim nunca tinha ouvido o Dark Side?!
    já vi os dois juntos duas vezes e o filme que você falou e... sei lá, gostei do post, é isso.
    seu blog é particularmente interessante de ler.

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