domingo, 14 de dezembro de 2008

Preciso encontrar

Cadê o Leo?
Cadê o Leo?
O Léo onde é que está?



Ontem, conversei com a Letícia sobre as dores e crueldades do mundo. Que desde pequenos, a gente lidava com elas.

A gente falava do Chaves, sempre tristíssimo e bobo-alegre.
Agora há pouco, assisti ao Mundo da Lua, não lembram? "Alô, alô, planeta Terra chamando, planeta Terra chamando. Essa é mais uma edição do diário de bordo de Lucas Silva e Silva, falando diretamente do mundo da lua, onde tudo pode acontecer." Vi um episódio no qual o Lucas ficava invisível e inaudível. E depois de se divertir assustando os parentes, descobre que não consegue voltar ao normal. E imagina a agonia.

Então a agonia me remeteu a essa conversa de ontem e ao Youtube, onde (re)encontrei a história mais triste, bela e assustadora que já assisti.
O Banho de Aventura (ou Cadê o Léo) era a história das tristezas do mundo. Tinha a loucura do país das maravilhas, mas também um realismo doloroso.

Acho que é a história que, sem que eu notasse, mais influenciou minha forma de ver o mundo e de lidar com as coisas. Aquela máquina de lavar terrível, o monstro chiclete e o dardo tranqüilizante ainda aparecem nos meus pesadelos. Eu ainda tenho o meu leão de pelúcia chamado Leo. A música é do Hélio Ziskind, as mesmas que eu ouvia pra dormir - e ainda ouço de vez em quando.

Eu odiava essa série, porque ela é a própria vida cheia de dores. Mas nunca consegui ignorá-la, eu assistia. Ou sabia que não estava assistindo. Era um medo daquilo que eu já sabia que ia acontecer. E ainda hoje, morri de medo. Me emocionei quando encontrei o vídeo e decidi assistir, apesar desse medo de encontrar terríveis - e necessárias - verdades.

(Ao mesmo tempo, as dores mais profundas estão lá junto com o amor incrível do Júlio e do Léo, o que faz valer a pena qualquer coisa. E penso também no taxista, no amor assimétrico com o menino. Talvez todos os amores sejam assimétricos, mesmo. E não importa. Nem a água do mar nem a máquina de lavar pode separar dois amigos.)

Ele é o maior, ele é o melhor, ele é o meu mais querido amigo.

Lembrei do Haroldo, também. E, ai, como eu queria um abraço agora.




 Hélio Ziskind - Banho de Aventura

4 comentários:

  1. lembrei do Dogbert, da tirinha de Dilbert. Mas ele não é tão amigo assim... Mas as vezes me dá medo.

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  2. sinceramente, muito bom guararavacã. gracias.

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  3. nossa o Léo. eu adorava esse quadro. Lindo, lindo, lindo.

    Percebe a diferença.consegue me entender?
    eu não gostava do chaves. achava muito bobo e cruel, sabia q no fundo era triste. Mas gostava muito do Cadê o Léo q era d fato bem triste, sem precisar d piada ou outra desculpa pra isso.
    E vc odiava essa série! pô =\

    =*

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  4. ei! faltou o link no youtube pra eu relembrar tambem!... ta bom, ta bom, eu deixarei a preguiça de lado e procurarei eu mesma... poxa... eu adorava rá-tim-bum, mas não lembro de "cadê o léo"... nao me é estranho, mas nao me lembro de assistir... isso é triste! :p

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