terça-feira, 3 de março de 2009

E é por isso que os homens morrem: Memorioso

Este texto vem do blog Gotinhas de Chuva..., com autorização da Re, e se torna a primeira citação e a primeira colaboração (ver box ao lado) deste blog.

Ainda serve para inaugurar a seção "E é por isso que os homens morrem." deste blog. Com logo e tudo. Antes que venham malentendidos, trata-se de uma seção com textos reveladores, mesmo que seja preciso colocá-los num esquema estrutural de entendimento, de profundas verdades.


E as mãos escorregam delicadamente para onde o sentimento é mais forte que a razão. Entram em uma região onde o significado de um simples toque seja muito mais do que amor, muito mais do que beijo, muito mais do que história e do que tempo. E um olhar – ah, só um relance, numa ínfima fração de segundo – faz com que as lágrimas sorriam com o choro dos lábios. Silencioso. É uma beleza lírica, linda, sorridente e pura. Nada demais, nada de sofrimentos. Muito mais do que as mais doces lembranças, com as oito cores do arco íris e os doces sinos de cada voz cantante. Como se o veneno elevasse cada parte do corpo, dançarino e voador, girando e girando e girando…
E, menos de meio segundo depois, o toque cessa, os passarinhos cantam, os cães ladram, o mundo continua, talvez um pouco mais bonito.

Re

Um comentário:

  1. Eu tento entender esse texto, mas encontro tantas possibilidades que não consigo traduzí-lo. É lindo só pelo que é, mas não consigo passar por ele. Como se ele fosse um obstáculo para ele mesmo, ou um enigma indecifrável. Um labirinto textual, algo que não consigo entrar sem referências, nem sair sem me perder.

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