sexta-feira, 10 de abril de 2009

Vitória Palestrina (Guilherme Borges)

Quarta feira, 9 de março, 2:06 da madrugada.

Vitória palestrina... E eis que me surpreendo falando aos céus e agradecendo a deuses que eu, como legítimo ateu, jamais acreditei. Me espanto mais ainda ao constatar que a minha felicidade, sempre tão egoísta e segura de si, agora depende de onze indivíduos que mal conheço e, pior, é causada pelo triunfo de uma agremiação cujas origens não compactuo e que se orgulha de modo especial por ter antepassados que nunca tive.

Momentaneamente, o verde e o branco com resquícios de vermelho, tão próprios da palestrinidade, se transformam em um caldeirão de cores e nada, nada mesmo, pode ser mais belo do que do que aquele time de carcamanos bairristas chamado Palmeiras!

Um conhecido, desses simpatizantes de clubes estáveis e pragmáticos tão em moda hoje em dia, indignado com a minha euforia “idiota”, vem me falar de cálculos: “não, mas veja bem, se formos analisar a tabela, veremos que a sua equipe só tem três pontos e vai precisar somar no mínimo sete nos próximos 3 jogos se quiser se classificar para a segunda fase e, na medida em que o treinador optar pelo 4-4-2...” Meu querido amigo, me desculpe te interromper, mas constatei que nós dois sofremos de uma irremediável limitação de visão, a única diferença é que enquanto você não consegue enxergar no ludopédico nada mais do que contabilidade e busca de resultados, eu só posso ver no mesmo o sorriso sem motivos de um deslumbrado sonhador.

Guilherme Borges

3 comentários:

  1. ahhhhhh Bill, como assim???

    mais um post pra eu odiar. já não basta os do Yuri...

    mas como eu não sou assim tão dura, vou ter q confessar... vc eh adorável até falando d futebol

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  2. Ah, bom! Ainda bem q veio a gracinha.

    Não ia aceitar agressões baratas aos colaboradores. Humpf.

    =p

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  3. Nossa, que sensação gostosa depois de ler esse post! Acho que os jogos do Brasil, futuramente, devem merecer alguma consideração no espaço literário.

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