quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Os tempos

Não há novidade ou verdade alguma (ou todas) em dizer que o tempo nos engole, e o problema é de adequar todas as temporalidades - dos eventos, das leituras, do blog, dos sujeitos e dos objetos.

Passou o tempo e isso na real não importa nada - tudo volta (com atraso?). Atraso nenhum. Os tempos são outros tempos e o relógio serve pouco na temporalidade de cada uma de nossas atividades.

Como diz Tim ingold, de quem já falei aqui, as repetições são mais rítmicas que metronômicas. O metrônomo (e estou para-traduzindo o Ingold - p.197) divide o tempo em segmentos iguais, enquanto o ritmo não pode se separar do próprio movimento, do próprio viver. O tempo no qual realizamos nossas atividades não pode ser separado das próprias atividades.

O tempo não passa inexoravelmente, mas as atividades relacionam-se umas com as outras e é aí que o tempo é percebido.


Ótimo. Tudo a ver com a minha pesquisa e com o recente ritmo deste blog.

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